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29/07/2010 - Debate
Belo Monte: consórcio perdedor já previa redução de canais

O consórcio Belo Monte Energia, que perdeu o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, que será construída no rio Xingu, já previa otimizações no projeto original da usina, como a redução do número de canais, que passariam de dois para um. Ainda assim, o grupo não encontrou viabilidade para baixar o preço-teto do certame, colocado em R$83 pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dando um lance com deságio mínimo na disputa. Essa mudança na obra foi uma das melhorias apresentada pelo Grupo Norte Energia, que venceu a disputa, para viabilizar o projeto.

O grupo era formado pela construtora Andrade e Gutierrez, além de Neoenergia, Vale e CBA, do grupo Votorantim. Completavam a formação as subsidiárias da Eletrobras Furnas e Eletrosul. O presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Mário Menel, revela que a mudança nos canais era a principal ideia para reduzir o custo da obra, estimada em R$19 bilhões pela EPE, mas orçada acima disso pelos empreendedores.

"O consórcio estava com uma construtora de primeiro nível (a Andrade), já tinha visto que dava para fazer a usina com um canal só, mas, mesmo assim, ainda havia a percepção de riscos", explica o executivo. Segundo Menel, a otimização poderia levar à antecipação da geração de energia, o que também já era previsto e deve ser colocado em prática pelo Grupo Norte Energia.

"Hoje mesmo tivemos uma declaração do Tolmasquim (Maurício Tolmasquim, presidente da EPE) de que a obra é complicadíssima e só vai adiante se o governo estiver junto. Essa foi exatamente a percepção que nossos associados tiveram. Eles viram isso há muito tempo, e precificaram esse risco", afirma Menel. 



Fonte: Jornal da Energia
Autor: Redação

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