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29/07/2010 - Investimentos
Consumo em expansão atrai investidores

O setor energético do Paraná está atraindo cada vez mais investimentos, tanto público quanto privado. Empresários locais com expertise em infraestrutura e finanças se organizam para gerar negócios próprios e garantir oferta para a indústria. 

Entre os acionistas da EPP, destacam-se empresas ligadas à Engevix, grupo especialista em engenharia consultiva, e às paranaenses Gel Engenharia e Tucumann Engenharia, que já têm experiência emoperação de projetos estruturais sob regime de concessão.

Profissionais do mercado financeiro também estão sendo atraídos para a área. É o caso de Wilson Delara, presidente do conselho de administração da ALL Logística, e Carlos Gamboa, ex-controlador da Geodex e ex-sócio do fundo de private equity 3G Capital. Ambos envolvidos na criação da EPP.

O próprio conselho de administração da companhia é presidido por João Elisio Ferraz de Campos, empresário do setor de seguros. Atualmente, Ferraz é presidente dos conselhos da Centauro Seguradora e do Expotrade Convention Center, em Curitiba.

Consumo 

O interesse de diversos setores em ampliar a oferta de energia no Paraná tem relação direta com o crescimento do consumo no estado, especialmente no que se refere à indústria. Só no primeiro semestre deste ano, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou um crescimento de 7,1% no consumo da região.

A demanda ficou em 10.661 gigawatts por hora (GWh). As residências consumiram 2.964 GWh, um incremento de 5,8%, e a classe comercial demandou 2.255 GWh, o que representa alta de 6,9%. No entanto, o principal aumento foi na classe industrial que consumiu 497 GWh, 10,2% a mais que o mesmo período do ano passado.

O mercado de transmissão da Copel Distribuição — composto por mercado cativo, suprimento a concessionárias e permissionárias no Paraná e todos os consumidores livres existentes na área de concessão—avançou 7,2% no primeiro semestre. O mercado total da Copel, incluindo a empresa de geração e transmissão, teve altade4%. 



Fonte: Brasil Econômico
Autor: Priscila Machado

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